Dois policiais civis e PM da reserva são presos suspeitos de extorquir motorista em Osasco
Viaturas da Polícia Militar e da Polícia Civil de São Paulo. Reprodução/SSP-SP Dois policiais civis e um policial militar da reserva foram presos em flagra...
Viaturas da Polícia Militar e da Polícia Civil de São Paulo. Reprodução/SSP-SP Dois policiais civis e um policial militar da reserva foram presos em flagrante nesta terça-feira (25), em Osasco, na Grande São Paulo, por extorsão qualificada. Segundo as investigações, um motorista de aplicativo recebeu, na noite de segunda-feira (24), um chamado para buscar um pacote e fazer uma entrega em Osasco. Durante o trajeto, ele foi abordado por dois policiais civis e um policial militar. Os agentes disseram ao motorista que havia drogas dentro da caixa e que, por isso, ele seria levado para uma delegacia. A vítima foi encaminhada ao 10º Distrito Policial de Osasco. No local, os policiais teriam exigido inicialmente R$ 50 mil para liberá-la sem que fosse realizada uma investigação. Depois, o valor teria sido reduzido para R$ 30 mil. Como o motorista não tinha condições de fazer o pagamento imediatamente, os policiais o liberaram para que ele conseguisse o dinheiro. Ainda segundo as investigações, a vítima passou a receber ameaças constantes por mensagens. No dia seguinte, o motorista procurou a Corregedoria da Polícia Civil e reconheceu os investigadores Aleksandro Rufino Evaristo e João Galvão de Franca Filho como os autores da extorsão. Uma equipe da Corregedoria foi até o 10º DP de Osasco e prendeu os dois policiais civis em flagrante. Durante a ação, os policiais da Corregedoria ligaram para o número de telefone de onde teriam partido as ameaças enviadas à vítima. O aparelho que tocou na sala de trabalho da delegacia pertencia ao policial militar da reserva Cauê Renzi Lovato, que também foi preso. Investigação A autoridade policial representou ao Poder Judiciário pela conversão das prisões em flagrante em preventivas. Também foi solicitada a quebra do sigilo dos dados dos celulares apreendidos, para aprofundar as investigações e esclarecer os fatos. O policial militar foi levado ao Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo. A Corregedoria da Polícia Civil instaurou um procedimento correcional para apurar a conduta funcional dos dois policiais civis envolvidos no caso. As investigações continuam. Agora no g1