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Projeto com psicólogas voluntárias oferece acolhimento gratuito em parque no interior de SP

"Escuta no Parque" é um projeto de acolhimento psicológico mensal que atende gratuitamente pessoas em Araraquara Arquivo pessoal E se alguém simplesmente par...

Projeto com psicólogas voluntárias oferece acolhimento gratuito em parque no interior de SP
Projeto com psicólogas voluntárias oferece acolhimento gratuito em parque no interior de SP (Foto: Reprodução)

"Escuta no Parque" é um projeto de acolhimento psicológico mensal que atende gratuitamente pessoas em Araraquara Arquivo pessoal E se alguém simplesmente parasse para te ouvir em um parque? Em Araraquara (SP), um grupo de psicólogas voluntárias realiza acolhimento gratuito para pessoas que precisam de ajuda, além de orientações sobre os próximos passos caso haja necessidade. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram No Dia do Psicólogo, comemorado nesta quinta-feira (27), o g1 destaca o "Escuta no Parque" , que desde 2019 atende mensalmente pessoas de todas as idades no Parque do Botânico, ao ar livre e cercados de muita natureza. O projeto oferece acolhimento para pessoas que estão passando por algum momento de sofrimento e precisam de ajuda, mas muitas vezes não sabem por onde começar. Cafezinho, bolo e uma caixinha com mensagens positivas também são oferecidos durante a escuta. "É muito gratificante oferecer suporte, ver alguém encontrar um ponto de estabilidade em momentos de vulnerabilidade. É uma sensação de propósito pela escolha da profissão e realização" Daniela Aparecida de Souza Faria, responsável pelo projeto. O próximo acolhimento psicológico acontece neste sábado (29), das 9h às 11h. Agora no g1 Grupo de psicólogos voluntários se reúne mensalmente para atendimento no Parque do Botânico em Araraquara Arquivo pessoal Mais notícias da região: GAVIÃO PEIXOTO: Conheça a cidade do interior de SP com melhor qualidade de vida do Brasil pelo terceiro ano seguido ITIRAPINA: Conheça mulher que mora e trabalha dentro de ônibus em montanha no interior de SP; VÍDEO SÃO CARLOS: Cortadora de cana vira educadora e gestora do EJA no interior de SP: 'Educação transforma' Voluntariado pela saúde mental A iniciativa surgiu ainda durante a graduação da psicóloga, quando ela participava de plantões psicológicos supervisionados por uma professora. Depois da formação, o serviço foi encerrado e ela decidiu levar a proposta para um espaço público, de forma que o atendimento pudesse chegar a mais pessoas. Hoje, 11 psicólogos voluntários participam do projeto. Os atendimentos são realizados mensalmente, sempre no último sábado do mês, das 9h às 12h, no Parque do Botânico, em Araraquara. Daniela informou que não é necessário fazer agendamento. A pessoa pode chegar ao local, escolher onde quer ser atendida e conversar individualmente com um profissional. Cada atendimento dura cerca de 50 minutos. "Nós disponibilizamos cadeiras, porém tem pessoas que desejam conversar caminhando", contou Daniela. Bruna Marques é uma das psicólogas voluntárias e comentou que o contato com a natureza e a tranquilidade do parque ajudam a tornar esse momento de escuta mais leve, permitindo que cada pessoa seja ouvida no próprio ritmo, sem julgamentos ou cobranças por respostas imediatas. "Para mim, acolher é oferecer um espaço onde a pessoa possa existir naquele momento sem precisar esconder ou justificar o que tá sentindo. E ali no parque, em meio a árvores, pássaros, a escuta acontece, com respeito, sem julgamento e sem tentar apressar uma solução", disse. O serviço atende crianças, adolescentes, jovens e adultos. No caso das crianças, é necessária a presença de um responsável, que também precisa assinar um termo de consentimento. Café e bolo também são oferecidos no atendimento psicológico "Escuta no Parque" em Araraquara Arquivo pessoal Situações mais relatadas Entre as principais situações relatadas nos atendimentos estão ansiedade, desemprego, conflitos familiares, solidão, isolamento, estresse, depressão e luto. Daniela explicou que o acolhimento vai muito além de uma conversa. Segundo ela, durante os minutos de escuta, é possível perceber no corpo e nas reações da pessoa sinais de alívio e de transformação. “É um momento muito significativo, pois é perceptível a mudança na respiração, o relaxamento corporal, o choro terapêutico, o silêncio e a presença, que vale muito mais que palavras”, disse. A psicóloga também explicou a diferença entre o projeto e fazer terapia contínua. Ela reforçou a importância de buscar ajuda profissional nos quadros de sofrimento. "O acolhimento psicológico é um atendimento focal, pontual com escuta ativa, que acolhe naquele momento. Já a psicoterapia é um processo contínuo, estruturado aprofundado, regular e em ambiente privado. O sofrimento só é intolerável quando ninguém cuida. Busque apoio emocional, existe acolhimento gratuito, sigiloso e está disponível", contou. O projeto oferece até três atendimentos, e quando há necessidade de continuidade, os profissionais fazem encaminhamentos para serviços públicos, como Centros de Atenção Psicossocial (Caps), Caps AD, Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e CREAS, além de instituições de ensino e de um grupo de psicólogos que oferece atendimento por valor social. Atendimentos são realizados mensalmente, sempre no último sábado do mês no Parque do Botânico, em Araraquara Arquivo pessoal Acesso à saúde mental A psicóloga Bruna Marques informou que o projeto representa uma oportunidade de acolher pessoas que muitas vezes não têm acesso a um atendimento psicológico particular. Ela destacou ainda que levar a escuta psicológica para espaços públicos é uma forma de ampliar o acesso ao cuidado e reforça que ninguém precisa enfrentar o sofrimento sozinho. “Eu acredito em uma Psicologia que não deve estar acessível apenas para quem pode pagar. A saúde mental também é um direito, e ocupar os espaços públicos levando escuta e acolhimento é uma forma de democratizar o acesso ao cuidado", disse. Segundo ela, quando alguém consegue falar sobre o que estava guardando, organizar os próprios sentimentos e perceber que seu sofrimento foi validado, o encontro ganha um significado importante. "Como ensina Rubem Alves, "a fala só é bonita quando nasce de uma longa e silenciosa escuta", e por isso entendemos que escutar também é uma forma de cuidado", finalizou. REVEJA VÍDEOS DA EPTV CENTRAL: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

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